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domingo, 31 de outubro de 2010


LOBOS, CORDEIROS E URUBUS.



Vejo uma fila de cordeiros burros, amarrados inconscientemente por amarras de ilusão, de promessas, de sonhos mal resolvidos, indo na direção de seu destino, guiados por lobos maus e selvagens; dizem que quanto mais ingênua é a carne do pobre animalzinho, fica melhor de se degustar lentamente, sem que percebam seus direitos sendo corrompidos, sem que se sintam sumindo. Eles caminham para seu destino, pobres e burros, às vezes acho que são cegos também, ou então as mascaras que os lobos usam de cordeiro-manso, os enganam mesmo, é triste ver isto, é angustiante.

Os lobos são liderados por um urubu, que vê as águias da imprensa (elas vêem o que ele e seus comparsas urubus fazem, pois conseguem voar) e as ameaça, “Eu vou cortar as asas!”, os cordeiros não escutam, estão hipnotizados, elas o ameaçam com a verdade de seus comparsas, e contam.

Como o mundo animal é estranho, esta foi a primeira vez que um urubu-gordo se fantasiou de cordeiro, e enganou a todos, e agora que sairá lá do topo, esta fazendo algo que um cordeiro-mor (Presidente da Republica) nunca poderia fazer, campanha política a favor de algum possível sucessor. Este estava voando, sempre por perto esperando um pouco de carniça, esse poderá dar inicio ao governo da Urubu-fantoche, que venha o impeachment!

domingo, 24 de outubro de 2010


SUJEIRAS PELO CHÃO


O mundo a minha volta parece não haver mais nada
As pessoas sumiram, os sonhos desapareceram;
Estou só num labirinto inexplicável
A vida é inexplicável
O mundo me esconde
o mundo me oprime
Não quer me deixar
Não quer me libertar.

Nas ruas
só sujeira e destruição
Nem ao menos
vejo corpos pelo chão
Estou só.

Mas há uma luz no final da rua
Não sei se estou pronto para ir
Ela é muito forte
puxa me,e consume
E traz me a verdade
Que às vezes
não são todos que desapareceram
Eu nunca estou sozinho
Somente estou de olhos fechados,
não querendo ver o mundo;
Temendo o futuro,
e se algum dia não responder me desculpe;
Estou de olhos fechados.

domingo, 17 de outubro de 2010

NÃO SEI COMO DIZER ISTO: SINTO QUE AINDA TE ESPERO


Ainda espero que você grite a minhas costas me chamando de volta, dizendo não ter passado de um mal entendido, pois o que existe entre nos foi maior do que o momento, e sempre será, que não esqueceu, afirmando que seu coração ainda é meu.
Eu vivo dias escuros desde que partiu, não consigo mais pensar em nada, não creio em finais, acabaram se as esperanças, e o pior é que morro de medo dos resultados das escolhas certas, de momentos felizes, e como podem terminar, nas conseqüências, este nosso caso me embebedou e agora sofro com a ressaca.
Sabe, ultimamente vivo tão só que nem a lembrança de seu peito repousando sobre o meu, seus doces suspiros, nem do brilho de seus olhos me trazem paz, como eu queria ter dito “deixe de bobeira!”, como eu queria ter te abraçado, como eu queria ter acreditado que aquilo não era uma brincadeira de mal gosto, como eu quero você de volta desde daquela manha quente de agosto.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Divagando em mim


Eu fecho os olhos, para ver o mundo que desejo, e abro a mente para imaginar o que realmente quero, vou caminhando pelo vale das criações, e me deparo com a inovações que criei, paro um minuto para admira-las, mas não temos tempo para isto, minha viajem é curta, tenho que ter passos objetivos, a qualquer momento posso ser acordado deste pseudo-sonho,
Então corro até onde deveriam estar minhas emoções, e me assusto, a luz estava apagada, quando consegui acende-la reparo não há mais nada, nem amor, nem dor, algumas vagas lembranças e um envelope, olho com desdém para ele e o abro vagarosamente, porem sem esperar grandes surpresas, afinal não seria maior do que a que tive, ao ver a falta de sentimentos.Segurei ela com firmeza, e, delicadamente a abri, era uma folha de papel, havia alguns rabiscos de crianças, uma data antiga, e uma frase escrita em letras toscas “ O amor é a dor de estarmos acorrentados a alguém, e a aposta em sentimentos que não conhecemos, se tiver medo da dor, nunca saberá o que é o amor, será vazio!”