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sábado, 18 de dezembro de 2010


O livro relata a história de um amor que até hoje não deu certo, um rapaz que não sabia ao certo o que era amar, se apaixona perdidamente , e começa a escrever cartas a sua amada, cada poesia simboliza uma carta enviada, ou não, é possível sentir todas as etapas deste momento do autor, do amor a desilusão, cartas de sol é um ótimo livro para quem gosta de poesias.

domingo, 12 de dezembro de 2010

O Amor não é passageiro


Às vezes fico pensando: que pensamento ela deve estar pensando, se é que em mim pensa, se sim, pensaria poder me amar, se não, não teria mais porque nela pensar, mas mesmo assim pensaria, e ao longo dos anos pensando, em mais ninguém pensaria, mesmo se em mim pensassem.

ATENÇÃO a história a seguir é verdadeira:

Em certo lugar, dois amigos, que eram amigos, ou melhor: amigo ( Patrick) e amiga(Sally); ali existia um romance obscuro, mas não obscuro de maldade, e sim de medo; ele sempre a amou, e o receio de receber um não e com a amizade acabar, o tornou fraco para lutar pelo que queria, teve diversas oportunidades, e não conseguiu, eles cresceram, e cresceram, e se tornaram adultos, um dia outro veio e tomou o lugar que ele tanto sonhara ocupar, casaram-se e tiveram uma filha.
Ele sofreu calado, por anos, ela adoeceu, morreu, a filha dela então liga para amante desgraçado, que sem pensar duas vezes corre ao hospital, chegando lá, a viu, branca como a morte, como um noite fria de inverno, seu sangue não corria mais, estava fria, gelada como o peito de seu amigo amado, sua filha então fez o que seria o ultimo desejo de sua mãe: entregar o diário dela nas mão dele.
O seu mundo desabou, suas mão estavam geladas e tremulas, correu para longe, deixando suas lagrimas pelo caminho, chegou em casa e bateu a porta, sentou-se no sofá com o diário que ainda tinha o perfume das mãos de sua amada amiga, e deixou que suas tristezas pingassem sobre ele; abriu em uma paguina que estava marca com uma rosa murcha que deveria estar ali a um bom tempo, ela marcava o dia do casamento dela, o qual ele não foi, estava escrito assim:

“20/02/1991 Querido diário meu, hoje me casarei, mas não é com este homem que quero viver o resto da minha vida, quero que entenda, não é ele o errado, mas amo outra pessoa, e por não saber se serei correspondida nunca me declarei os anos passaram, e conclui que não sentia o mesmo por mim, ele não me amava, ah se ele soubesse como eu o amo, se você soubesse meu amigo, meu amado Patrick”

• Os nomes são fictícios.

domingo, 14 de novembro de 2010


Às vezes fico pensando, como seria viver em um local sem crenças, onde nunca ninguém nascera dizendo ser o legitimo herdeiro de um Ser superior, num lugar onde ninguém nunca desce de um monte, dizendo ter falado com certo Ser superior, tendo assim criado as primeiras regras, as vezes penso.

E se na verdade aquelas tábuas tiverem sido confeccionadas, com o intuito de obter um mundo mais justo, mais limpo. Aos olhares de um homem é claro, afinal o que é realmente certo?

Na verdade o certo é algo que nos foi imposto, algo que vem sendo realizado por gerações, mantido como exemplo comportamento, sim é a Sociedade. Alguns dizem que Deus controla a todos, então certamente controla a Sociedade, então porque devemos nos adequar a ela? E o tão conhecido livre-arbítrio?

Isto é uma farsa. O mundo pode ser uma farsa, já pensaram nisso? Na verdade, o mundo é formado por sociedades, estas que impõe comportamentos a todos nos, e nem nos perguntamos o porquê, é certo Ele nos deu o livre-arbítrio, e para contrabalançar-nos fez em forma de sociedades, tudo gira em volta de uma, é enlouquecedor pensar que tudo o que fazemos, pensamos, de certa forma foi influenciado. Até este texto que lhes escrevo agora, tudo, estamos presos a ela, e não podemos nos soltar. Somos mais uma peça deste grande quebra-cabeça chamado vida, mais um personagem deste jogo.

Bem, porem um mundo sem essas crenças seria uma guerra, seriamos como animais, pois não temeríamos a nada, viveríamos por viver, não iríamos construir, reproduzir, não iríamos sentir amor, não conseguiríamos nos relacionar de forma alguma, como somos seres pequenos!

COMPORTAMENTOS DESVIANTES: Temos como comportamentos desviantes tudo o que não é aceitável, pelos mais velhos como natural, foge dos padrões, e alguns ainda dizem que não é normal. Mas é comum.

A diferença entre “normal” e “comum” é simples, o primeiro é uma constante (é normal pessoas se casarem, é aceitavel), porem o segundo é algo que não é regra, é algo que vem acontecendo, e que um dia poderá se tornar normal.

As vezes realmente me pergunto sobre as coisas que me cercam em meus dias de pensamentos, e me deparo com diversas situações que se olhadas de fora, quando digo de fora por um ente despersonalizado, são tão banais e inúteis.

O ENTE DESPERSONALIZADO: se torne um ente despersonalizado para observar, é simples se imagine como vento, como um par de olhos invisível, e ande, observe, pense... tudo pode ser magnífico, e ao mesmo tempo nojento.

domingo, 31 de outubro de 2010


LOBOS, CORDEIROS E URUBUS.



Vejo uma fila de cordeiros burros, amarrados inconscientemente por amarras de ilusão, de promessas, de sonhos mal resolvidos, indo na direção de seu destino, guiados por lobos maus e selvagens; dizem que quanto mais ingênua é a carne do pobre animalzinho, fica melhor de se degustar lentamente, sem que percebam seus direitos sendo corrompidos, sem que se sintam sumindo. Eles caminham para seu destino, pobres e burros, às vezes acho que são cegos também, ou então as mascaras que os lobos usam de cordeiro-manso, os enganam mesmo, é triste ver isto, é angustiante.

Os lobos são liderados por um urubu, que vê as águias da imprensa (elas vêem o que ele e seus comparsas urubus fazem, pois conseguem voar) e as ameaça, “Eu vou cortar as asas!”, os cordeiros não escutam, estão hipnotizados, elas o ameaçam com a verdade de seus comparsas, e contam.

Como o mundo animal é estranho, esta foi a primeira vez que um urubu-gordo se fantasiou de cordeiro, e enganou a todos, e agora que sairá lá do topo, esta fazendo algo que um cordeiro-mor (Presidente da Republica) nunca poderia fazer, campanha política a favor de algum possível sucessor. Este estava voando, sempre por perto esperando um pouco de carniça, esse poderá dar inicio ao governo da Urubu-fantoche, que venha o impeachment!

domingo, 24 de outubro de 2010


SUJEIRAS PELO CHÃO


O mundo a minha volta parece não haver mais nada
As pessoas sumiram, os sonhos desapareceram;
Estou só num labirinto inexplicável
A vida é inexplicável
O mundo me esconde
o mundo me oprime
Não quer me deixar
Não quer me libertar.

Nas ruas
só sujeira e destruição
Nem ao menos
vejo corpos pelo chão
Estou só.

Mas há uma luz no final da rua
Não sei se estou pronto para ir
Ela é muito forte
puxa me,e consume
E traz me a verdade
Que às vezes
não são todos que desapareceram
Eu nunca estou sozinho
Somente estou de olhos fechados,
não querendo ver o mundo;
Temendo o futuro,
e se algum dia não responder me desculpe;
Estou de olhos fechados.

domingo, 17 de outubro de 2010

NÃO SEI COMO DIZER ISTO: SINTO QUE AINDA TE ESPERO


Ainda espero que você grite a minhas costas me chamando de volta, dizendo não ter passado de um mal entendido, pois o que existe entre nos foi maior do que o momento, e sempre será, que não esqueceu, afirmando que seu coração ainda é meu.
Eu vivo dias escuros desde que partiu, não consigo mais pensar em nada, não creio em finais, acabaram se as esperanças, e o pior é que morro de medo dos resultados das escolhas certas, de momentos felizes, e como podem terminar, nas conseqüências, este nosso caso me embebedou e agora sofro com a ressaca.
Sabe, ultimamente vivo tão só que nem a lembrança de seu peito repousando sobre o meu, seus doces suspiros, nem do brilho de seus olhos me trazem paz, como eu queria ter dito “deixe de bobeira!”, como eu queria ter te abraçado, como eu queria ter acreditado que aquilo não era uma brincadeira de mal gosto, como eu quero você de volta desde daquela manha quente de agosto.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Divagando em mim


Eu fecho os olhos, para ver o mundo que desejo, e abro a mente para imaginar o que realmente quero, vou caminhando pelo vale das criações, e me deparo com a inovações que criei, paro um minuto para admira-las, mas não temos tempo para isto, minha viajem é curta, tenho que ter passos objetivos, a qualquer momento posso ser acordado deste pseudo-sonho,
Então corro até onde deveriam estar minhas emoções, e me assusto, a luz estava apagada, quando consegui acende-la reparo não há mais nada, nem amor, nem dor, algumas vagas lembranças e um envelope, olho com desdém para ele e o abro vagarosamente, porem sem esperar grandes surpresas, afinal não seria maior do que a que tive, ao ver a falta de sentimentos.Segurei ela com firmeza, e, delicadamente a abri, era uma folha de papel, havia alguns rabiscos de crianças, uma data antiga, e uma frase escrita em letras toscas “ O amor é a dor de estarmos acorrentados a alguém, e a aposta em sentimentos que não conhecemos, se tiver medo da dor, nunca saberá o que é o amor, será vazio!”

domingo, 26 de setembro de 2010


Pare um minuto o que esta fazendo e se imagine num lugar o qual nunca havia imaginado, é deste lugar que vou dissertar agora, não é realmente um conto é real, estes fatos são verídicos, aconteceu, só que ninguém viu.
O nome deste lugar é “Seumundo”, lá a grama é mais verde, as casas ficam no topo de pequenos morros, e existe uma estrada de barro que os separam, eles não usam carro e sim carroças, a vida é pacata neste lugar. Sua casa tem um moinho do lado, e uma arvore do outro, é toda de tijolos amarelos, a porta é laranja, bem clarinho, assim como o contorno das janelas.
Neste lugar você é feliz, lá todos são; as pessoas te olham nos olhos e você não se sente intimidado, você consegue amar de verdade, sei que já esqueceu o que é amar, mas lá você lembra; os sonhos vem com o café da manhã se realizam no almoço e você o vive a tarde toda, e dorme tranquilo e realizado esperando o próximo dia, as pessoas não brigam, e não gritam se não for de alegria, lá eles se preocupam, você é feliz.
O céu é azul , tão azul que parece imaginado, na sua varanda você consegue ver o horizonte, o sol é quente mais não queima, e quando ficar triste tem sempre um colo para se aconchegar.
E como fará para voltar? Será que este é seu céu? Será? Uma dica, só feche os olhos, e perceba que os sonhos, são lindos, mas não se realizaram se você continuar de olhos fechados.

domingo, 19 de setembro de 2010


Eu podia ter perguntado, se você realmente me amava
Podia ter pedido uma solução para nossos problemas,
Podia ter-los resolvido, se tivesse perguntado,
Hoje poderíamos estar juntos, ou não, mas
Se tivesse perguntado,hoje não ficaria pensando
Que se tivesse perguntado poderia ser diferente.

E de minha janela eu vejo,
O céu e um sol quente,
Vejo pássaros e aviões,
Vejo sonhos entre reflexos e clarões.

Olhando para ela sinto
Uma lagrima beijando meu rosto,
um sentimento de solidão
nasce de meu peito, e
não para de gritar.

Vejo naquele avião você partindo,
Meu sonho destruído, Nova Yorque
Terá um novo amanhecer.

E pela noite, sonharei acordado
Esperando você voltar.

domingo, 1 de agosto de 2010

A DESCRIÇÃO DE UMA MULHER QUE ENVENENA

/................Sim, ela me envenena. Sempre me envenenou; seja por dentro ou por fora, eu vivo preso minhas lembranças, dentro das paredes da escola. O Amor era puro e liquido, e tão precioso assim como o mercúrio é para os outros metais, escorreu pelos dedos e o pobre coração sólido, e confuso, ficou na mão sentindo o amor indo embora, aos poucos, lentamente se afastando, era angustiante pensar que não podia faze nada. Ah! Ela era linda! Linda! Linda!
/................Pobre o coração, que por falta de amor ficou seco e endureceu na solidão, e, os outros então o olharam sem saber o que acontecera com ele, e o tacharam de cruel, monstro, “onde já se viu um coração seco e duro?”.
/................O coração, que parece o mais indomável é na verdade adestrado, e que já tentou varias vezes se jogar no chão, tentando ao menos resgatar um pingo daquele amor, mas não encontra nada, nada alem de feridas. Ele ainda espera por ela.

sábado, 31 de julho de 2010

A Segurança

/................Uma coisa é certa: em um ‘shopping center’ encontramos todos os tipos de pessoas sejam doutores, bacharéis, carpinteiros, trabalhadores, crianças, escritores e porque? A razão disto por poderem ter lazer barato, e seguro.
/................A segurança é algo que procuramos por toda nossa vida, em todos os momentos, seja o garoto que esta com seus pais, ou o pai que busca meios de estabelecer segurança para sua família, seja física, moral ou financeira; ou então um jovem que busca uma carreira para seguir em sua vida.
/................Esta as vezes é influenciada por outrem, estes que sempre são membros de nossas redes de confiança, uma coisa é certa e impossível de ser negada : “ Somos seres altamente influenciáveis”, e nunca seremos totalmente seguros, a insegurança esta em todos nossos gestos, palavras e ações, uma pessoa que segura sua mochila, mesmo quando ela esta em suas costas é um ótimo exemplo,ou então um casal que anda de mãos dadas, porem neste há um ponto a ressaltar, um traz segurança ao outro, pois em um momento a pessoa sabe que é insegura, e tenta o contrario a fim de mostrar para outrem que ela é, com mesmo intuito a outra faz o mesmo, proporcionando uma troca de afetos e segurança, formando casais, e se apaixonam sem saber o porquê, é tudo automático, a segurança é um dos segredos do amor.
/................A segurança é algo a se explorar por quem deseja ser grande, sejam os ambiciosos ou poetas, ela destaca um herói, de uma pessoa sem sal, sem graça, sem vida.

domingo, 11 de julho de 2010

Um Amasso

No calor de mais uma noite de inverno, saio a caça de um amor, de mais uma presa fácil, que tente me mostrar o que é amar, penso comigo “ será que esta noite encontrarei alguém que seja diferente?”, sei que não irei, então não crio grandes esperanças, caminho solitário a luz de postes de iluminação, e de uma lua que brilha como se fosse o sol, mil pensamentos rodeiam minha cabeça essa noite coisas sem sentido como “ será que a lua não sente inveja do sol, pois ele é tão grande e quente, e ela tão pequena, tão frágil e fria, alem do que depende dele para que possa brilhar, será que ela nunca quis ser igual a ele, crescer ser diferente do que é”, neste momento estou passando em frente a um salão de festas, nele esta tendo uma festa e decido entrar para ver como andava a festa, chego a portaria e vejo pessoas bem arrumadas, a moça que guardava a entrada me pergunta se eu tinha convite, respondo que não, ela então pede meu nome e o anota num pedaço de papel e me deixa entrar.Vou caminhando e me deparo com duas velhas na ponta do salão num cantinho escuro, apontando e difamando as pessoas da festa, “ que ridículas” penso mas não falo, vou andando e vejo casais pelos cantos, e começo a pensar como as pessoas necessitam de cúmplices, ninguém consegue viver só, as velhas corocas lá no fundo são um exemplo, assim como esses casais, acho que é por isto que as pessoas se casam, elas tem medo de não ter ninguém que as acompanhem em suas feitorias, sejam boas ou más, no mundo quem não esta conosco esta contra isso é regra, meu pensamento foi quebrado quando me aproximei das pista de dança, a sim vi uma noiva antes disto estava em um casamento, foi quando vi a aquela criatura, agora sim minha noite estava tomando o rumo o qual havia planejado, ela logo notou minha presença, e me olhou com seus olhos castanhos-te-quero, e eu respondi, não na verdade não fiz nada fiquei parado com as mão nos bolsos, a observando, com suas pernas longas de fora, não era muito alta, seus cabelos pretos escorriam pelas curvas de seu corpo, modelando sua alva pele, mais dois olhares, e desta vez uma risadinha, decido sentar-me numa mesa próxima, ela fala algo com a amiga que também olha, penso “estão falando de mim”, me distraio então olhando para uma mãe com um bebê, ele andava de uma lado para o outro e ela enfurecida tentava deixá-lo do seu lado, porem toda vez ele chorava e esperneava.-Ai! Da licença, vo sentar aqui ta? – olho para o trás assustado, era ela, a mulher com os olhos de caçadora- Sim, sem problema – disse com indiferença- Hum! Você não dança?- Danço, mas hoje acho melhor ficar sentado- até porque não conhecia ninguém, e se me descobrisse ali dentro me expulsariam, certeza, minha sorte era que só uma pessoa reparou em mim, e estava do meu lado com suas pernas grossas dobradas na minha frente.- O que ? vamos pare de moleza, dance comigo, seria bom dançar com você.- Certo mais uma musica só- seus olhos brilharam , nos levantamos e a musica parou, todos olhavam para o dj como se dissem “ pô! Toca logo essa musica” o dj então inventou algumas falas para taparem o buraco que fizeram no som, dentre sorrisos amarelos e reclamações estávamos nos dos, feito duas crianças que não se conhecem querendo se descobrirem, ela não sabia ao certo o que estava fazendo, pelo menos era o que ela passava em seus olhares, nesse instante minha frieza sumiu, e uma musica baixinha começou a tocar, enfim problema resolvido, começou a tocar um tipo de musica que chamam de rasta pé, é fácil o casal se abrassa e ficam fazem movimentos pré estabelecidos para fazerem igual, e não acabar com o pé quebrado.Nossos corpos se entrelaçaram, senti o calor de seu ventre, e as frias pontas do dedo dela, senti os socos que seu coração dava no meu, como se dissesse vamos olhe para mim, senti o gosto doce da voz dela acariciando meus ouvido com suas palavras,- Então qual o seu nome?- Me chamo Marcelo, e o seu? – Estava tímido- Sou Bruna.- È um prazer,- seus olhos olhavam em direção aos meus, foi neste momento que percebi o quanto era linda, nossa ela era magnífica – Nossa!- Que foi? Pisei no seu pé ai me desculpa?- Não foi isto não,- dei uma risada tímida- você é linda – Seu rosto aos poucos foi ficando vermelho, suas mão suaram frio.- Ai! – engasgou, não esperava ouvir isto de um cara que estava sendo tão seco, também não sabia porque havia insistido nele naquele momento, agora para ela havia um sentido, e estava ai sua recompensa, ele tinha gostado dela- Muito obrigado!Terminamos nossa dança, então nos desembaraçamos, ela pediu licença e foi com as amigas, elas conversavam e davam risadas, decidi então que era melhor eu ir, aquele lugar já havia me dado tudo o que poderia, fui caminhando tranquilamente em direção a porta, olhei para as velhas e pensei “ tomara que morda a língua”, e ela mordeu, “Nossa, não é mordeu mesmo, linguaruda” .-Hei espere – ouço alguém dizer de longe, ela vinha correndo em minha direção, com seus cabelos balançando, contando o ar e adoçando os corações- aonde você esta indo?- Acho melhor eu ir embora- Porque? Eu sei que você não é da festa, mas você é bem vindo, fique conosco.- Preciso andar, olhar as ruas, essa noite preciso encontrar algo.- Encontrar o que?- Não sei ao certo o que procuro, só sei que procuro, tenho que ir.- Irei com você, é claro se você não achar ruim.- Claro, será um prazer.Descemos a rua e entramos numa rua do lado da praia da Barra, aqui em Salvador as praias mesmo a noite são lindas, fomos andando e discutindo coisas fúteis como a lua, as estrelas, sobre a areia da praias, as ondas, nossos sonhos ilusões amores, foi quando nossas mãos se acariciaram por um instante.Passou-me pela cabeça por um instante, o que esta acontecendo, estava diferente, apertei a mão dela, então ela parou, e me olhou como se me pedisse algo, estava com um olhar de saudade, “ que estranho!”, não entendi mas sabia o que fazer, com a mão que estava livre acariciei seu rosto, sua pele era fina como seda, e macia como um sonho bom, ela relaxou o pescoço para me mostrar que estava bom, então decidi ir mais fundo, passei a mão para trás de sua cabeça:- Isto é um sonho?- perguntei a ela.- Quem sabe? É tudo tão estranho.Então nossos lábios se acariciaram, sob o luar da praia da barra, a lua brilhava, e me dizia “Não invejo o Sol, eu o amo, ele é meu cúmplice, ele é minha vida”, e juro que se não estivesse com Bruna, não acreditaria em uma só palavra dela.




Marques de Almeida
Marcelo Marques Junior